Griaule Biometrics

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Griaule Tecnologia conquista primeiro lugar no FVC2006

Clipping Griaule 2006

4 de abril / 2007 - 13h59
Por Sergio Nogueira Lopes - do Rio de Janeiro

A empresa Griaule Biometrics, de Ribeirão Preto, acaba de ganhar o primeiro prêmio na Fingerprint Verification Competition, como melhor tecnologia para verificação de impressões digitais. A competição é considerada o Prêmio Nobel na área da Biometria. Os softwares são testados por quatro universidades (duas americanas, uma italiana e uma espanhola), que avaliam o desempenho dos programas para verificar o melhor identificador da impressão digital, que passará a ser usado pelas polícias dos países mais desenvolvidos, enquanto a polícia brasileira permanece na Idade da Pedra Lascada.

[22/5/2007] Desde 2005 os candidatos a uma vaga na Unicamp têm suas digitais colhidas num pequeno selo em todas as provas, primeira e segunda fases, e nos exames de aptidão que compõe o vestibular da universidade. Esta foi a solução encontrada pela Comissão Permanente para Vestibulares da Unicamp (Comvest), para identificar - com alto grau de segurança - os vestibulandos em um dos maiores processos seletivos para acesso ao ensino superior no país. Em 2007 foram 50.219 inscritos. A tecnologia de identificação das impressões digitais é fornecida pela Griaule Biometrics, uma empresa que nasceu na incubadora da própria universidade e se especializou em soluções na área de biometria.

Um dos desafios dos organizadores de vestibulares é garantir a credibilidade destes eventos. Para isso as universidades investem em ferramentas que diminuam a chance de ocorrerem fraudes. “O fato das provas da Unicamp serem descritivas já é um fator que dificulta alguns tipos de fraude, como usar equipamentos eletrônicos para transmitir as respostas ou simplesmente copiar a prova do candidato ao lado”, acredita Leandro Tessler, coordenador da Comvest. “Nosso desafio é assegurar a identificação correta dos candidatos para evitar o uso de documentos falsos ou o envio de pilotos”, diz. Piloto é a pessoa que vai no lugar do verdadeiro candidato fazer as provas. No final do mês de abril a Polícia Federal prendeu integrantes de uma quadrilha especializada neste tipo de fraude que atuava em universidades públicas e privadas em todo país.

No sistema biométrico adotado pela Unicamp, a identificação é feita de forma automatizada, eliminando os critérios subjetivos existentes na simples verificação da assinatura e da foto, como eram identificados os candidatos até 2004. “Até mesmo gêmeos idênticos não conseguiriam enganar esse tipo de sistema”, afirma José Alberto Canedo, diretor de P&D da Griaule. Em todos os dias de prova o fiscal recolhe a digital dos candidatos num selo especial. Depois elas viram fichas num grande banco de dados. Um software desenvolvido pela Griaule compara as digitais geradas durante as provas do vestibular com mais três, recolhidas no processo de matrícula dos candidatos aprovados. “O objetivo é conferir se as oito impressões de cada aluno matriculado pertencem ao mesmo dedo”, explica Canedo. No processamento de dados do vestibular Unicamp 2007 foram analisadas 68.125 fichas. Cada ficha leva cerca de dois segundos para ser processada. A taxa de acerto obtida foi de 99,77%. “Hoje é possível dizer que os 3,8 mil alunos matriculados são as mesmas pessoas que fizeram as provas”, comemora Tessler.

Sobre o impacto do emprego da biometria nos custos do vestibular da Unicamp, Tessler explica que houve uma acomodação dos gastos porque ao mesmo tempo em foi o sistema de identificação biométrica foi adotado, a Comvest passou a receber as inscrições exclusivamente por via eletrônica, o que barateou o processo. “O mais importante é ter um vestibular à prova de fraudes e isso não tem preço”, conclui.

Sobre a Griaule
A Griaule Tecnologia desenvolve software para reconhecimento de impressões digitais, logon em rede, identificação em ponto de venda e ainda para identificação civil e criminal para aplicação na área de segurança pública. Antes de entrar de vez no mercado a empresa foi abrigada pela Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp, Incamp. Mesmo depois de graduada a empresa mantem importante vínculo com a Unicamp. Como resultado da parceria foi desenvolvido e implementada a tecnologia StarSensor, para aplicação espacial. Ela serve para definir a posição de um satélite baseado na sua localização em relação às estrelas. Financiada pelo PIPE-Fapesp, a empresa fornece tecnologia para clientes como Intel, Eastman-Kodac, Diebold-Procomp.

A Griaule Tecnologia criou o melhor algoritmo para reconhecimento de impressões digitais no mundo, conquistando com isso o primeiro lugar na Competição Internacional para Verificação de Impressões Digitais, FVC2006 (sigla em inglês). A empresa apresentou o algoritmo mais preciso na categoria “open”, que atrai o maior número de competidores. Considerada a competição mais importante em biometria pela academia e pela indústria, o objetivo do FVC é observar os mais recentes avanços desta área de pesquisa. Para isso são testados software para reconhecimento de digitais de todo o mundo.

Na competição os desenvolvedores tem a possibilidade de comparar algoritmos. Eles são testados em quatro bancos de dados, cada um com 12 amostras de 150 dedos, num total de 1,8 mil imagens, obtidas por um leitor de impressões digitais. Vence o algoritmo que apresentar menor margem de erro ao reconhecer as amostras. O da Griaule apresentou a taxa média de 2,155%. A taxa da segunda colocada, uma empresa chinesa, foi de 2,227%.
(Patrícia Mariuzzo)

São Paulo, 20 de Janeiro de 2004 - Brasileira Griaule é uma das doze empresas que dominam tecnologia. A s empresas de tecnologia biométrica estão de olho no filão do mercado de segurança nos aeroportos brasileiros. A Polícia Federal está preparando o processo de licitação para que as empresas possam apresentar as novas soluções.

No mundo, existem apenas 12 empresas que dominam a tecnologia do Sistema Automatizado de Impressões Digitais (Afis). Apenas uma, a Griaule, de Campinas, tem uma solução de software genuinamente nacional. O capital da Griaule é 100% brasileiro.

A opção provisória da Polícia Federal, para fazer a identificação dos turistas dos Estados Unidos nos aeroportos brasileiros, porém, foi por uma tecnologia franco-alemã. De acordo com a assessoria da Siemens- uma das empresas interessadas na licitação -, essa tecnologia foi uma decisão emergencial para contornar o polêmico cadastramento dos cidadãos norte-americanos. O equipamento franco-alemão - que custou R$ 100 milhões - teria sido trazido para auxiliar o trabalho da Polícia no cadastramento de marginais.

Segundo levantamento da International Biometric Group, as soluções em identificação eletrônica por meio de impressão digital possuem 52,1% do mercado de biometria. "Há um grande movimento para a implantação desse sistema em órgãos de segurança públicos, aeroportos, e instituições financeiras", afirma Raquel Lisboa, diretora da Griaule.

Os Afis normalmente são compostos de um leitor digital que captura a imagem, uma câmara fotográfica e um banco para armazenamento de dados.

"O diferencial nosso é que a otimização do software da Griaule tem como base e fonte de pesquisa a realidade brasileira que requer um sistema voltado para o cadastro, por impressão digital, de toda a população. Fora do Brasil, por uma questão cultural, esse tipo de cadastramento é feito apenas para fins criminais", diz.

Além da robustez, a solução completa- digitalização, compressão de imagem, verificação de qualidade de impressão digital e arquivo - custa 1/3 do preço do modelo estrangeiro.

Para André Fleury, gerente de consultoria da Unisys - que leva adiante um projeto que abrange mais de 430 aeroportos nos Estados Unidos- uma implantação eficiente do sistema de segurança, no Brasil, precisaria passar também por uma fase anterior de cadastramento. "Os problemas vão desde a não-padronização do passaporte por leitura ótica, até o processo de controle de identificação", diz Fleury.

Segundo José Henrique Rocha Nascimento, gerente de Produto e Tecnologia da Siemens, durante um bom tempo o uso comercial da biometria digital era inviável. Não somente pela grande quantidade de informação a ser armazenada, mas, também, devido ao tempo de leitura e ao alto índice de erro de cada leitura. Os algoritmos tornaram o uso da biométrica digital acessível para os diversos sistemas a que podem ser interligados.

Segundo ele, a miniaturização da eletrônica vem possibilitando um maior leque de aplicações da tecnologia. "Podemos ter sensores de digital incorporados aos mais diversos dispositivos", diz.

O sistema de biometria digital está encontrando espaço em órgãos públicos, como na Secretaria Municipal da Fazenda do Rio de Janeiro e no Supremo Tribunal Federal. Nos dois casos, a Novell foi responsável pela implantação. De acordo com a maioria das empresas do setor, além de órgão públicos, a solução também é ideal para controle de acesso em presídios, hospitais e empresas privadas.

A Unisys vai instalar uma infra-estrutura de segurança que gerencia a entrada e a saída de passageiros em quatro aeroportos do Chile. Integrada ao banco de dados da polícia federal chilena - que também dispõe de informações da Interpol-, a solução inclui tecnologias de reconhecimento facial e de impressão digital, que permitem identificar documentos falsificados, adulterados e pessoas suspeitas em tempo real.

O projeto instalado- avaliado em US$ 2,2 milhões- atingirá além dos aeroportos, os 60 postos de fronteira espalhados pelos Andes, regiões Norte e Sul do país e portos marítimos. "A vantagem do sistema casado é que diminui a margem de erro, e no caso da aplicação da biometria facial, o processo de fiscalização fica menos constrangedor", afirma Fleury.(Tecnologia da Informação1)(Cláudia Marques)